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Piómetra

por Hospital Veterinário do Porto em 18 de Julho de 2005

A piómetra é uma infecção do útero. É mais comum em fêmeas adultas, com mais de seis anos de idade, não castradas. A administração de estrogénios a cadelas e a administração de progesterona a gatas aumenta o risco de piómetra.

É uma patologia uterina mediada pela progesterona em cadelas e gatas. A progesterona é a hormona feminina responsável pela manutenção da gestação. No entanto, todas as fêmeas, gestantes ou não, estão expostas a grandes concentrações desta hormona durante 45 a 75 dias após o cio. A progesterona aumenta o risco de infecção bacteriana em úteros não gestantes. As bactérias estão geralmente na vagina mas podem afectar o útero. A Escherichia coli é a espécie bacteriana mais comum em infecções uterinas.

A piómetra pode ocorrer com ou sem corrimento vaginal, dependendo da possibilidade do conteúdo uterino passar através da cérvix. A piómetra aberta caracteriza-se por um corrimento vaginal purulento ou até sanguinolento, com muito mau odor; a piómetra fechada não apresenta qualquer tipo de corrimento o que a torna uma situação mais grave dado que os donos não identificam a existência de um problema numa fase precoce do seu desenvolvimento. As fêmeas com piómetra fechada podem ficar gravemente doentes, pode haver ruptura uterina e aparecimento de toxemia, que põe em risco a vida do animal.

Os sintomas mais comuns são:

- Corrimento vaginal;

- Perda de apetite;

- Febre;

- Letargia;

- Perda de peso;

- Vómitos;

- Aumento da ingestão de água (polidipsia);

- Aumento da produção de urina (poliúria);

Os sintomas sofrem um agravamento com o passar dos dias. Se não houver tratamento evoluem para uma desidratação severa, colapso e morte.

O diagnóstico de piómetra é feito com base nos sinais clínicos e em alguns exames complementares. As análises ao sangue e à urina são compatíveis com uma infecção e podem ainda avaliar se outros órgãos foram afectados pela doença. A radiografia abdominal deve ser efectuada, juntamente com a ecografia abdominal, para confirmar o diagnóstico e visualizar o aumento das dimensões uterinas.

O tratamento de eleição é a remoção cirúrgica dos ovários e do útero - ovariohisterectomia. É o tratamento melhor, mais fiável, mais rápido, mais seguro e menos dispendioso. O animal deve ser estabilizado antes da realização da cirurgia, deve fazer fluidoterapia e antibioterapia e ficar internado para acompanhamento médico após a cirurgia.

A prevenção pode ser feita através da castração (ovariohisterectomia) o mais cedo possível na vida do animal.

Realização de Ecografia

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